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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Encontro sobre a Campanha da Fraternidade 2018 com as crianças da Catequese

Objetivos:
  • Entender o que é a Campanha da Fraternidade e qual o seu objetivo;
  • Conhecer o tema e o lema da CF 2018;
  • Refletir sobre o tema e o lema da Campanha deste ano.

Ambiente: 
  • Bíblia;
  • Crucifixo;
  • Flores;
  • Toalha na cor roxa.

Recursos:
  • Cartaz em cartolina para a atividade;

  • Tercinhos feitos de papel cartão;

  • Papeizinhos com várias atitudes e sentimentos negativos para atividade;

  • Oração da CF 2018 (uma para cada catequizando).


1. Acolhida e Oração inicial:
  • Acolher a turma com entusiasmo. Fazer momento de animação.
  • Colocar a turma em clima de oração e fazer o sinal da cruz.
  • Pensar nas muitas pessoas que não têm acolhido Jesus e têm permanecido com o coração fechado, distantes da salvação: crianças, jovens, adultos, vivendo sem alegria e sem paz, sem amor, sem carinho.
  • A violência que nos faz sofrer será tema de reflexão e motivo de oração na Igreja Católica neste ano de 2018. Todos os anos a CNBB realiza e organiza a Campanha da Fraternidade, se iniciando no período da quaresma, e se estendendo ao longo do ano, trabalhando sempre um tema relevante a sociedade, objetivando sempre a solidariedade entre os fiéis católicos.
  • Convidar as crianças para rezarmos uma dezena do Terço, lembrando vários tipos de violência que tomamos conhecimento através dos noticiários ou que estão bem próximos de nós.
  • Entregar o tercinho que foi preparado para este momento.
  • Encerrar a oração, cantando. Que tal a música 12 do livro Jesus, nosso salvador, do Padre Orione Silva e Solange Maria do Camo, para lembrar que o Deus-amor quer cuidar de todas as pessoas?

2. Desenvolvendo o tema

Desde 1964, os bispos brasileiros, através da CNBB, lançam no período da Quaresma, a Campanha da Fraternidade, mais precisamente na Quarta-Feira de Cinzas, que neste ano caiu no dia 14 de fevereiro.

Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. Ou seja: 1) Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho; 2) Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema que explicita em que direção se busca a transformação.

A violência que nos faz sofrer é o tema da reflexão na Igreja Católica neste ano de 2018.

Tema da Campanha da Fraternidade 2018

O tema e o lema escolhidos: “Fraternidade e superação da violência", tendo como lema "Em Cristo somos todos irmãos" (Mt 23,8).

Este ano a CNBB planeja uma ampla discussão sobre a questão da violência que assola o Brasil, não significando que este tema teve menor importância dentro da Igreja, mas que este ano ele ganha um destaque maior devido ao período em que vivemos.

Quando inicia a Campanha da Fraternidade 2018?

A Campanha da Fraternidade de 2018 se inicia no período da Quaresma logo na quarta-feira de Cinzas, e diferente do que muitos pensam erroneamente a CF não acaba no final da Páscoa, ela segue ao longo do ano todo.

Segundo o texto-base: “o tema pretende considerar que a violência nunca constitui uma resposta justa. A Igreja Católica proclama, com a convicção de sua fé em Cristo e com a consciência de sua missão, que a violência é um mal, que a violência é inaceitável como solução para os problemas, que a violência não é digna do homem. A violência é mentira que se opõe à verdade de nossa fé, à verdade de nossa humanidade. A violência destrói o que ambiciona defender: a dignidade, a vida, a liberdade dos seres humanos”.


4. História:
(Do Livro “Jesus, nosso salvador", do Padre Orione Silva e Solange Maria do Carmo).

Convidar a turma para brincar aprofundar a reflexão sobre o perdão (violência/paz), brincando de “você decide”.

Sentar a turma em semicírculo. Diante da turma, o catequista inicia uma história, mostrando alguns quadros em álbum seriado (eu ampliei os desenhos do livro e fiz cartazes).

Jonas é uma garoto legal. Tem muitos amigos. Quando fez 10 anos, no mês passado, ganhou uma linda bola de borracha. Agora, sua diversão preferida é reunir seus amigos para jogar bola num campinho improvisado perto de sua casa. Mas tem também o vizinho Cláudio, garoto de 9 anos que todos acham um chato. Ele nunca entra no jogo, mas fica perto do gol enchendo a paciência de todos. Já o convidaram para jogar, mas ele não aceita. Gosta só de avacalhar. Ninguém entende por quê. (Fig. 1)
Outro dia, quando estavam brincando, a bola saiu de campo, Cláudio a agarrou e não queria soltar. Os meninos pediram. Mas ele enfiou a mão no bolso, tirou um prego e furou a bola. Jogou-a para cima e correu. (Fig. 2)

Os meninos correram atrás e pegaram Cláudio à força. E o trouxeram e colocaram diante de Jonas. Todos estavam tomados de raiva. Mas como a bola era de Jonas, ele mesmo devia decidir o que fazer agora com Cláudio. Os meninos diziam: aproveita agora e dá uma surra nesse chato. Mas Jonas começou a pensar para ver o que seria melhor fazer. (Fig. 3)
- Interromper a história e questionar a turma:
Cláudio está diante de Jonas cercado pelos meninos, igual estava a mulher pecadora diante de Jesus, cercada pelos fariseus. Os fariseus queriam que Jesus mandasse jogar pedras na mulher. Os meninos querem que Jonas bata em Cláudio. Vocês decidem. O que Jonas deve decidir: Deixa os meninos baterem em Cláudio por causa da bola? Ou perdoa o erro de Cláudio, dando a ele uma nova chance?
- Fazer a votação e ver o que a maioria decide. Prosseguir, então, a história, de acordo com a decisão da maioria.

A. JONAS PERDOA CLÁUDIO:
Jonas é um garoto inteligente. Ele não compreendia por que razão Cláudio havia furado sua bola. Então, decidiu conversar para compreender o menino: “Por que você furou minha bola?  Não precisava ter feito isso!”. Cláudio, então, tristonho, respondeu: “Eu não gosto quando vocês me chamam de chato”.
Jonas perguntou: “Mas, então, por que você fica avacalhando nossa brincadeira, em vez de brincar com a gente?”. E Cláudio, já soluçando, disse: “A minha vontade era essa. Mas a minha mãe não me deixa brincar com vocês. Ela falou que ia me pôr de castigo se eu começasse a brincar com vocês, porque ela não gosta de vocês. Mas é ela que não gosta!”. E abaixando a cabeça, chorava baixinho. Jonas, então, percebeu que não devia ser violento com Cláudio. Ele compreendeu a tristeza do menino. Cláudio estava sofrendo por causa da mãe, que o proibia de brincar com a turma. Não era culpa dele. Os meninos entenderam que Cláudio não era chato por ser chato. Ele apenas agia de modo estranho porque estava contrariado por não poder brincar. Mas não era um momento para violência e sim para compreensão.
Com pena de Cláudio e até querendo ajudá-lo, Jonas estendeu-lhe a mão e disse: “ Faz mal não! Nós compreendemos você”. Ainda um pouco assustado, Cláudio foi para a sua casa. E os garotos ficaram tristes de saber que o menino sofria em casa. Naquele dia nem brincaram mais. (Fig. 4-A)
No dia seguinte, bateram à porta de Jonas. Ele foi abrir. Eram Cláudio e sua mãe. Cláudio trazia nas mãos uma outra bola e a entregou a Jonas, dizendo: “Desculpe-me pelo que fiz ontem. Trouxe outra bola para você e os meninos brincarem”. Antes que Jonas pegasse a bola, a mãe de Cláudio explicou: “Meu filho me contou o que aconteceu. Eu queria agradecer a você por ter-lhe perdoado pelo que fez. Eu pensava que vocês fossem uma turma bagunceira e sempre proibi meu filho de brincar com vocês. Mas agora percebo que vocês têm bom coração. De hoje em diante, se Cláudio quiser, ele pode brincar com vocês”.
Jonas ficou feliz porque percebeu que o seu perdão havia ajudado muito o outro menino. A própria mãe havia mudado o jeito de pensar. Jonas pegou a bola e convidou Cláudio e sua mãe para entrar. Naquele dia, os dois brincaram juntos. Jonas percebeu que Cláudio era também um bom menino. E nem era chato. E os dois se tornaram grandes amigos. (Fig. 5-A)
No dia seguinte, Jonas contou tudo aos amigos. E eles compreenderam que Cláudio agora era também um amigo. Ficaram contentes por terem perdoado e ganhado mais um amigo. Além disso, o perdão  havia tocado o coração da mãe de Cláudio. Com isso, ele estava mais feliz. Agora, quando vão brincar, Cláudio não fica de fora atrapalhando. Ele entra na turma e se diverte. E é um amigo fiel e bondoso! (Fig. 6-A)
B. JONAS AGRIDE CLÁUDIO:
Uma raiva enorme subiu à cabeça de Jonas, quando viu diante de si o menino que havia furado a sua bola. Agarrou Cláudio pela camisa e o sacudiu com violência, gritando: “Veja se você deixa de ser chato, seu paspalho. Agora você me paga pela bola que furou. Era a bola que eu tinha ganhado de presente”.  Cláudio começou a chorar, cheio de tristeza e disse: “Não fiz por querer. Eu perdi o controle”. Mas ninguém quis ouvir suas explicações. Todos gritavam com ele, querendo agredi-lo com violência. (Fig. 1-B)
A mãe de Cláudio, ouvindo todo aquele barulho, veio chegando furiosa. Pegou seu menino pelo braço e xingou os outros, dizendo: “Eu sabia que vocês não prestam. É por isso que eu vivo falando pro meu filho ficar longe de vocês. Se ele me escutasse, não precisava estar nessa confusão. Lugar de criança é dentro de casa”. E arrastou Cláudio para casa, gritando e xingando. (Fig. 2-B)
No dia seguinte, o clima era de tristeza. Não havia mais bola para brincar. Os meninos se sentaram no campo, sem saber o que fazer. Ficaram mais tristes  ainda porque sabiam que dentro de casa, Cláudio estava de castigo. E sua mãe, brava como ela só, nunca mais ia querer deixá-lo brincar. E pensavam tristonhos: “Deve ser muito ruim a gente não poder brincar com os outros.” (Fig. 3-B)
- É importante mostrar os dois finais da história: primeiro, o que a turma escolher; depois, o outro.
- Comparar os dois finais, dialogando com a turma:
  • Qual dos dois a gente poderia dizer que foi um final feliz? Por quê?
  • Em qual dos dois Jonas foi mais inteligente?
  • Em qual dos dois Jonas agiu de forma mais semelhante a Jesus?
  • O que trouxe mais alegria e amizade: o perdão ou a violência?
  • Quais alegrias que o perdão trouxe para Jonas e Cláudio e os outros?
  • Quais as tristezas que a violência trouxe para todos?
  • Por que Cláudio parecia um garoto chato?
  • O perdão de Jonas transformou a vida de Cláudio?
  • Como foi essa transformação?
Conclusão
Perdão é isso. É agir como Jonas, tentando compreender o outro. É agir sem violência, de um modo diferente. Jesus agiu de um modo diferente ao perdoar a mulher que havia errado. Jonas também agiu diferente ao perdoar o erro de Cláudio. Todos queriam bater no garoto. Mas Jonas teve outra ideia. Isso é perdoar. Quem não perdoa, perde muita coisa: perde a chance de compreender e ajudar o outro, perde mais um possível amigo, perde a alegria, perde a confiança das pessoas. Quem perdoa ganha muito: Jonas ganhou outra bola, a amizade de Cláudio,  a compreensão de sua mãe e a alegria de fazer o outro feliz. Quem perdoa fica feliz e faz o outro feliz. É por isso que Jesus ensina o perdão. Quando alguém nos ofende, provoca ou magoa, vamos tentar agir como Jesus e como Jonas. A pessoa que nos ofende é como Cláudio. Não está ofendendo por maldade. É uma pessoa que pode estar sofrendo e precisando de ajuda. Será uma alegria enorme poder ajudar.

3. Leitura: Mt 23,8

“Vós sois todos irmãos.”

Mensagem: 

Autor: Padre André Marmilicz


"Nascemos iguais, filhos do mesmo Pai e com o mesmo objetivo: sermos felizes. Não importa se somos brancos ou negros, pobres ou ricos, europeus ou africanos, todos temos a mesma dignidade diante do nosso Criador, Deus Pai. Ninguém é maior do que ninguém; ninguém tem mais direitos do que ninguém; ninguém pode se sentir dono de ninguém. A igualdade nos torna irmãos, lutando juntos por um mundo melhor, onde reine o amor, a paz, a justiça e a misericórdia. Viemos sem nada a este mundo e um dia voltaremos sem nada para a eternidade, esta é a grande verdade. Mas se a lógica é esta, porque existem tantas diferenças, tantas desigualdades, tanta intolerância entre os seres humanos?
(...) Como cristãos ou homens e mulheres de boa vontade, somos chamados a sermos construtores da paz, contra todo tipo de violência, seja consigo mesmo, com o outro, na família, na comunidade ou na sociedade. Somos todos irmãos, e seguindo o exemplo de Jesus, que veio para trazer a paz, nos comprometemos a defendermos os direitos de todos os cidadãos, na busca de um mundo mais irmão. As realidades de violência que nos cercam são tantas. Vivemos num mundo de tanta insegurança. Nas cidades grandes, o medo está estampado no rosto das pessoas. A intolerância, o preconceito, o ódio por quem pensa diferente, está muito impregnado no coração das pessoas. Que fazer diante deste quadro, desta situação tão caótica e deprimente? Não podemos ser tão ingênuos de pensar que a solução seja fácil e mágica. A violência sempre acompanhou os povos durante toda a história. Sempre existiu nas sociedades, nas comunidades e na família. Talvez não em tamanha proporção como nos tempos atuais. No entanto, diante da impotência de tão grande problemática, não podemos ficar indiferentes e dizer que isso não tem nada a ver comigo. Cada gesto de amor, de acolhida, de respeito ao diferente, de ternura, de misericórdia poderá fazer toda a diferença. Sejamos, cada um de nós, construtores da paz e do amor."

4. Atividades
  • Sortear papeizinhos onde estão escritos sentimentos/atitudes negativas, para que as crianças reflitam e escrevam nas mãozinhas do cartaz sentimentos/atitudes contrárias, que contribuem para a paz.
  • Resolver as atividades da folha.
- Durante as atividades, ouvir a música da CF 2018.
5. Oração Final e encerramento
  • Motivar: Vamos nos colocar humildemente na presença do Pai e pedir, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que o Senhor envie para todo o povo brasileiro muita força para lutar pelos seus direitos, que toque o coração de todas as pessoas para que elas busquem uma solução justa, pacífica e democrática para os graves problemas políticos, econômicos e sociais que hoje enfrentamos.
  • Deus Altíssimo, nosso Pai e Senhor, nós vos louvamos e bendizemos por vosso imenso amor! Pai amado, nessa manhã, em nome de Jesus Cristo, humildemente nos colocamos na Sua presença para pedir que o Senhor volte o seu olhar para o nosso país, para a nossa cidade do Rio de Janeiro. Com toda sua força e poder, venha em nosso auxílio e socorrei-nos sem demora, pois são grandes os sofrimentos causados pela violência que assola o nosso povo, os habitantes da nossa cidade. Estenda, Senhor, a sua mão poderosa e justa sobre todas as instituições e autoridades do Brasil; faça reinar em todos os lugares desse abençoado país, o temor a Deus, o amor ao próximo, a justiça, a verdade, a honestidade, a paz, a justiça social e o bem estar desse corajoso, honesto, pacífico e trabalhador povo brasileiro. Senhor, estamos nos sentindo frágeis diante de tanta violência, o medo está nos paralisando e nos adoecendo. "Sabemos da nossa impotência, mas nós cremos na Vossa justiça soberana que impera em todo o universo, mantendo o direito e a dignidade de viver a todos os Vossos filhos, e a todos os seres da criação. Essa oração é o grito de nossa alma, na certeza de que nos ouvis neste momento, porque sabemos que criastes o homem para ser feliz, para amar, para abraçar seus irmãos, para viver em paz! Assim seja, porque a Vós pertencem a vida e o poder para sempre!" Obrigada, Senhor!

  • Rezar a Oração da Campanha da Fraternidade 2018.




"A missão da paz 

Nossa missão é de paz, como Cristo mesmo a principia: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz” (Jo 14, 27). Devemos ser amantes da paz, não como pessoas românticas ou como hippies que vivem num mundo de poesia, flores e pura estética, mas como construtores de uma sociedade ética e sólida capaz de gerar a paz como fruto de todo seu trabalho por um arcabouço moral resiliente às intempéries dos tempos. Pois se assim semeiam a paz, colherão a paz, do contrário, se semeiam os vícios, colherão a guerra. A missão da paz começa na família que deve ser protegida pelo Estado a fim de formar indivíduos saudáveis social, mental e espiritualmente. E o Estado muito longe de interferir no papel dos pais ou furtá-los de seus direitos se lhes opondo e coagindo, deve dar todas as condições a eles para que forjem a identidade cidadã de seus filhos. Por fim, construir a paz não é uma utopia, é heroísmo. Ainda que difícil, não nos é impossível. Por isso, unidos em Cristo devemos nos esforçar por estabelecer meios de pacificar o mundo dilacerado pela violência."
Conteúdo extraído do site https://padreaugustobezerra.com - Facebook: @padreaugustobezerra/ Pe. Augusto Bezerra; Twitter: @padreabezerra]
MAIS ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO


























sábado, 3 de fevereiro de 2018

Sobre o Carnaval e o Significado da Quarta-Feira de Cinzas

CATEQUISTA PENSANDO (E PLANEJANDO): 
O Carnaval termina na Quarta-Feira de Cinzas. Com a Quarta-Feira de Cinzas, começa oficialmente o tempo da Quaresma. Neste tempo que começa na Igreja, que vai da Quarta-Feira de Cinzas até Quinta-Feira Santa pela manhã, "somos chamados a viver em Cristo preparando-nos para a celebração da festa mais importante do ano, a Páscoa: a morte e ressurreição de Jesus e a nossa."
Fazendo aqui o planejamento para esse período, vi que é hora do "PAROU!!!" Sim, temos que parar tudo para vivenciar com os pequeninos esse tempo muito importante para todos nós cristãos católicos.
No nosso próximo encontro com os catequizandos (amanhã), precisamos falar sobre a Quarta-Feira de Cinzas! Não teremos outra oportunidade, porque na próxima semana será o Carnaval e depois só nos encontraremos no sábado, após a Quarta-Feira de Cinzas.
Mudança de planos, então! Hora de organizar essa caminhada e preparar o nosso coração! Lembrando que na Quarta-Feira de Cinzas será anunciada a Campanha da Fraternidade 2018, e que precisamos buscar subsídios para trabalhar a Campanha com os nossos catequizandos.
Muito trabalho pela frente! Vamos vivenciar e ajudar as crianças a experienciar melhor este tempo de Quaresma / Páscoa 2018!
Fontes consultadas:
  • Bíblia Sagrada
  • Jesus, nosso Salvador (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)
  • Catequese na Net
  • Blog Canção Nova/Amigos do Céu
FOI ASSIM O NOSSO ENCONTRO:

Retornamos hoje à Catequese...

No início do nosso encontro, quis saber das crianças como passaram as suas férias. Depois, de mãos dadas, motivando a oração, disse-lhes: "Este é o nosso primeiro encontro neste ano. É uma alegria muito grande para nós começar nossa catequese assim unidos e permanecer unidos o ano todo. Vamos, então, rezar, pedindo a Deus que venha nos abençoar”.

Convidei-os a repetir juntos: "Ó Deus de amor, nós estamos reunidos para começar mais um ano de catequese. Durante este ano, nós vamos aprender muitas coisas boas para a nossa vida. Por isso, nós pedimos que o Senhor venha nos abençoar, para que tudo corra bem em nossa catequese. E nós prometemos também fazer um grande esforço para aprender tudo o que o Senhor deseja nos ensinar durante este ano. Amém!"

Terminada a oração, perguntei às crianças se gostavam de Carnaval. A maioria disse sim. Então disse-lhes que no próximo sábado teríamos o Carnaval com Cristo no Colégio Paroquial, para todas as crianças e adolescentes da Catequese.

Em seguida passei a falar-lhes sobre o Carnaval...

O carnaval é uma grande festa que acontece antes do período da Quaresma. Costumamos ouvir que o Brasil é o país do Carnaval. "Não podemos, como cristãos, aceitar a ideia de que somos o país do Carnaval. Somos muito mais que uma festa. Somos um povo em cujo coração Jesus tem encontrado lugar, originando uma Igreja forte. Somos mais, muito mais que o país do Carnaval!

Agora se tem uma coisa que podemos afirmar com certeza, é que SER CRISTÃO É SER FELIZ!!! E vamos carnaval sim! Como em tudo na vida, com muita moderação e consciência; lembrando que Carnaval não significa poder fazer coisas que não fazemos em outros dias!"

"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém." (1Cor 6)

O Carnaval começa no sábado e termina na Quarta-Feira de Cinzas.

Perguntei se já ouviram falar sobre a celebração da Quarta-Feira de Cinzas. Quem já participou? O que são as cinzas? Por que são colocadas na cabeça (ou na testa) neste dia? O que o sacerdote ou o ministro fala quando as cinzas são colocadas?

A partir de suas respostas, comentei que esta celebração marca o início de um tempo chamado Quaresma, e que é um tempo onde somos convidados a estar num maior clima de oração, de conversão, de fazer algumas renúncias, de ajudar a quem precisa...

Por que existe a Quarta-Feira de Cinzas?

"Cinzas" porque nesse dia o sacerdote nos unge a testa com elas, para marcar o início da Quaresma e recordar que somos "só o pó": pequenos, pecadores... mesmo assim, na grandeza, Deus nos ama e perdoa.

De onde veio a origem das cinzas?

Esse costume veio do povo judeu, lá do Antigo Testamento (procura no livro da Sabedoria 15,10; ou no profeta Ezequiel 28,18; e ainda no Livro do profeta Malaquias 3,21). Era costume cobrir-se de cinzas como sinal público de arrependimento pelas faltas. Uma humilhação, na esperança do perdão misericordioso de Deus.

As palavras que o sacerdote fala, quando nos unge, são: "Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar." (Gênesis 3,19) ou "Convertei-vos e crede no Evangelho" (Marcos 1,15)

De onde vêm essas cinzas que são usadas?

Essas cinzas são dos ramos secos usados no Domingo de Ramos do ano que passou, que foram guardadas e depois queimados.

(Levei uma folha seca de palmeira e cinzas que preparei com ramos secos que tinha guardado, para mostrar às crianças).

Encerrando, lembrei-lhes que na missa de Quarta-Feira de Cinzas é anunciada a Campanha da Fraternidade. Pedi que pesquisassem em casa qual é o tema e o lema da Campanha da Fraternidade desse ano.

Finalizando, motivei a turma a rezar pedindo a Deus um coração generoso, capaz de acolher Jesus... Um coração cheio de amor para acolher a salvação trazida por Jesus. Pedi que fechassem os olhinhos e fizessem uma oração silenciosa, renunciando a tudo que nos afasta de Deus.

"Para acolher Jesus, precisamos deixar para trás tudo o que ocupa seu lugar em nosso coração, tudo o que nos desvia do caminho de Deus. Cada um, pensando em sua vida, pode fazer uma oração, prometendo deixar para trás tudo aquilo que em sua vida tem sido ocasião de afastamento de Deus."

Convidei-os à fazer uma oração espontânea, com a resposta dos demais catequizandos: "Venha nos ajudar, Senhor Jesus!"

Iniciei, rezando:
- Ajude-me, Senhor, a deixar de lado todo comodismo.
- Ajude-me, Jesus, a abandonar todo desânimo. Etc.

Encerrando, lembrei as crianças do Carnaval na Catequese, da Missa dominical e da Missa de Quarta-Feira de Cinzas.

- Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe!

R. Graças a Deus!